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Sede santos!

6 de out.
3 min de leitura

Atualizado: 7 de out.

mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver, porquanto escrito está: Sede santos, porque eu sou santo.


1 Pedro 1:15,16 | ARC


A doutrina da santificação, sem dúvidas, é uma das doutrinas mais importantes da igreja. Contudo, parece ser uma doutrina esquecida atualmente, porque os pecados estão sendo relativizados na igreja pós-moderna. O raciocínio de muitos cristão não está alinhado com a palavra de Deus no que diz respeito ao pecado, ou seja, para muitos, pecado não é mais o que a bíblia estabelecce como pecado, mas aquilo que cada crente concebe sobre o tema.


Para alguns, o pecado já se tornou parte da vida cotidiana, se acostumaram com o pecado e não se arrependem mais, porque a mente está cauterizada (1 Tim 4:2). São pessoas que cometem pecado com normalidade, porque não sentem mais culpa pelo erro, e quando confrontados, costumam acreditar que o confrontador é legalista ou até mesmo, fundamentalista. As pessoas estão confundindo obediência à palavra de Deus com o legalismo religioso.


A conversão traz mudanças, os cristãos são santos porque se convertem, ou seja, ocorre uma mudança na maneira de pensar e consequentemente uma mudança no comportamento (Hb 6:9). Espera-se dos cristãos, coisas que acompanham a salvação, ou seja, aquele que roubava, não roube mais, aquele que mentia, não minta mais, aquele que praticava a imoralidade, não pratique mais, aquele que proferia palavras torpes, não profira mais, este é o processo de santificação e não legalismo religioso.


Nós servimos a um Deus santo, por conseguinte, precisamos ser santos em toda a nossa maneira de viver. Ser santo inclui modificar as roupas que usamos, a nossa linguagem, o nosso comportamento e a nossa maneira de pensar. A santificação é progressiva a partir da conversão, mas é um processo que deve ocorrer na vida do cristão. Repito, que não podemos confundir santificação com legalismo. As mudanças são necessárias para que possamos ser diferentes/separados do mundo.


O Espírito Santo nos ajuda a nos convecer do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.8), contudo, precisamos fazer a nossa parte. Precisamos mortificar as obras da carne (Rm 8.13), nos despojar do velho homem (Ef 4.22), fugir da aparência do mal (1 Ts 5.22), dentre outras coisas. Portanto, a obra de santificação na vida do cristão, não é exclusiva do Espírito Santo, precisamos fazer a nossa parte.


Ser santo, é uma necessidade para termos comunhão com Deus, porque os nossos pecados fazem separação entre nós e Deus (Is 59.2). Conhecer a palavra de Deus e não praticar não redunda em uma vida santa, mas em em comportamento hipócrita (Tg 1:23-25). Então, a santificação não pode ser entendida como um mero detalhe na vida cristã, pelo contrário, a santificação é essencial para amadurecermos e vivermos uma vida cristão saudável.


Na luta contra a pecado, enfrentamos os perigos do mundo, a nossa carne e o diabo. A luta contra o mundo, vencemos com posicionamento e transformação da nossa mente, sem nos deixar conformar com os valores mundanos (1 Jo 2.15; Rm 12.2). Na luta contra a nossa carne, vencemos andando em espírito, por meio da prática das disciplinas espirituais: jejum, oração e leitura da bíblia (Gl 5.16). E na luta contra o diabo, vencemos nos sujeitando a Deus e resistindo às tentações do diabo (Tg 4.7).


Por fim, o pecado não é o final da linha para o cristão, porque podemos lançar mão da confissão. Por meio da confissão somos libertos do poder do pecado para viver uma vida livre de cativeiros espirituais (1 Jo 1.9). Por outro lado, se o cristão decide viver na prática do pecado, certamente terá dificuldades espirituais que poderá redundar em problemas sérios (1 Jo 3.8; Jo 5:14-16).


Após a confissão, o próximo passo é o abandono do pecado, porque confessar o pecado e voltar às velhas práticas não ajuda no processo de santificação, pelo contrário, a bíblia diz que aquele que praticava o pecado e volta a fazê-lo, é como o cão que se volta ao próprio vômito ou a porca lavada que volta para a lama ( 2 Pe 2:20-22). Contudo, aquele que confessa e deixa, alcança misericórdia (Pv. 28.13).


Não devemos abusar da longanimidae de Deus, porque Ele é misericordioso, mas também é justo, e não tem o culpado por inocente (Na 1.3). Assim, sejamos santos, busquemos a transformação do nosso pensamento e do nosso comportamento, para corresponder à obra de salvação operada por Deus por meio de Jesus Cristo. Pratiquemos as disciplinas espirituais (jejum, oração e leitura da bíblia) com regularidade, para podermos fortalecer o nosso espírito e vencer às inclinações pecaminosas da nosssa carne.


Que Deus em Cristo nos abençoe,

Pr. Sylmar Ribeiro Brito

 
 
 

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